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Escovas progressivas: entendendo a química das coisas.

Definir escova progressiva depois de tantos subtipos existentes no mercado ficou bem difícil. Para facilitar utilizaremos o termo para relaxantes de cabelos que não contenham tioglicolato, guanidina, hidróxidos ou pirogalol (henê).
A expressão “escova progressiva” foi inicialmente utilizada para aquelas técnicas em que,
após aplicações sucessivas do relaxante, os cabelos iam ficando mais lisos e com menos volume. O relaxante utilizado seria uma solução a base de formol e queratina líquida, que ao serem aplicados produziriam uma espécie de “capa” envolvendo os fios e deixando-os mais lisos e pesados.
O formol era utilizado em concentrações entre 3% a 4%, porém a ANVISA, órgão que regula os produtos de consumo no Brasil, deliberou que apenas concentrações até 0,2% seriam seguras a saúde. A partir desse momento, múltiplas “escovas inteligentes” com concentrações de formol consideradas seguras surgiram para suprir as “órfãs” da progressiva tradicional. Surgiram então as escovas de frutas, chocolate, marroquina e tantas outras incontáveis.
A ausência das altas concentrações de formol tornou os produtos menos tóxicos, mais suaves e menos lesivos aos fios. Por outro lado, o efeito alisante ficou prejudicado, o que fez com que os fabricantes associassem às fórmulas agentes hidratantes que pudessem, ao tratar os fios, ajudar na redução do volume e do frizz.
Na realidade, o ideal seria não submetermos nossos cabelos a processos que alterassem sua estrutura natural, entretanto se o alisamento é inevitável é interessante ter em mente:
- O FORMOL EM CONCENTRAÇÕES MAIORES DO QUE O,2% É PROIBIDO: os riscos do uso inadequado do formol incluem, entre outras coisas, dermatite no couro cabeludo, irritação ocular, tosse, dor de garganta, sensibilização do trato respiratório e, de acordo com o INCA, o aparecimento de tumores malignos.
- Não tente alisar seus cabelos: procure sempre um profissional treinado e confiável para fazê-lo.
- Mantenha seus cabelos tratados, usando bons produtos de manutenção, de preferência
prescritos por seu dermatologista e indicados para cabelos submetidos a procedimentos químicos.
- Opinião da Dra Antonella Tosti (expert mundial em queda de cabelos): de acordo com sua prática clínica diária, a Dra Antonella acredita haver relação entre a aplicação da mistura formol-queratina e alguns casos de queda de cabelo.

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