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Riscos de beijar muito no Carnaval.

O Carnaval é a época mais esperada por quem entende a folia como pretexto para beijar, e muito. Entretanto, por trás da sensação prazerosa de beijar escondem-se riscos de saúde, como a contração de alguns tipos de doenças.
"A boca é extremamente contaminada. Ela é uma porta de entrada, porque o ambiente escuro e úmido é propício para o desenvolvimento de doenças", diz a dentista especializada em halitose Ana Kolbe.
Além de cáries e gengivite, pode ocorrer a transmissão de hepatite B, herpes, sífilis e mononucleose. O infectologista Paulo Olzon faz um alerta. "Ao beijar muitas pessoas pode-se adquirir uma série de doenças de forma desnecessária", acredita. 
Para se proteger, a dentista aconselha manter uma boa higiene bucal com o uso de fio dental, escova e raspador de língua, uma vez que ela é o maior nicho de bactéria. Outra dica da especialista é ingerir dois litros de água ao dia para estimular a produção de saliva, que funciona como um detergente oral. "No Carnaval, é preciso ter a consciência de que vai haver uma troca de bactérias durante o beijo. Portanto, não deixe um ambiente favorável para doenças na sua boca".
Confira as principais doenças transmitidas
Hepatite B
O médico lembra que a infecção por Hepatite B é mais rara, porque a maioria das pessoas é vacinada no País. Contudo, como há o risco, é bom atentar-se aos sintomas, como icterícia (coloração amarela da pele), urina escura, fezes claras e, em alguns casos, dores nas juntas. Não existe um tratamento específico. Por este motivo, Olzon afirma que o melhor é a observação do paciente.
Herpes
O infectologista Paulo Olzon ressalta que a herpes é uma doença para o resto da vida. Ela é transmitida por vírus e não tem tratamento eficaz. Os primeiros sinais são lesões em forma de pequenas bolhas agrupadas que, em quatro ou cinco dias, se transformam em feridas. A cicatrização ocorre espontaneamente.
Mononucleose
Conhecida popularmente como "doença do beijo", a mononucleose é infecciosa e causada pelo vírus Epstein-Barr. 
Na primeira fase da doença, os principais indícios são mal-estar, dores de cabeça, dores musculares, dores de barriga, falta de apetite e cansaço. Já na segunda, que é a mais crítica, o paciente apresenta inchaço dos gânglios, dores de garganta, febre moderada, inflamação do fígado e hipertrofia do baço.
O tratamento consiste em apenas aliviar os sintomas com antitérmicos, analgésicos e antiinflamatórios, uma vez que a cura vem com tempo.
Sífilis
Apesar de ser mais conhecida como doença sexualmente transmissível, a sífilis também pode ser transmitida por meio da saliva. Na fase primária, ela ataca os órgãos sexuais, enquanto na segunda surgem lesões avermelhadas no corpo e na palma da mão, febre e aumento dos gânglios. De acordo com Paulo Olzon, a cura é definitiva e realizada com antibiótico.

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