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DST: Condiloma acuminado.

O condiloma acuminado é uma infecção causada pelos subtipos 2, 6, 11, 16, 18, 34, 40 e 42 de um vírus de DNA, o papiloma vírus, também conhecido por HPV. Ele provoca lesões autoinoculáveis na pele e mucosas. Estas são róseas ou esbranquiçadas, úmidas e macias, e nem sempre são aparentes a olho nu. Muitas vezes, fundem-se, formando um agrupamento de verrugas que se assemelham a uma couve-flor. Embora, em diversos casos, essas lesões sejam benignas, estudos mais recentes revelam uma relação significativa entre o condiloma acuminado e câncer de colo de útero, vulva, pênis e ânus, sendo as duas últimas manifestações mais raras.
Sua principal forma de transmissão é sexual. Porém, essa doença pode ser transmitida de mãe para filho, durante o parto, e pelo compartilhamento de roupas íntimas e toalhas, sanitários, banheiras, saunas, instrumentais ginecológicos, dentre outros. Glande, prepúcio, uretra, vulva, períneo, vagina, colo do útero, ânus e reto são os principais locais que podem ser acometidos. O acompanhamento pré-natal e um comportamento no sentido de evitar o compartilhamento de roupas e acessórios que entrem em contato com as regiões íntimas são algumas formas de se evitar esses subtipos. O uso da camisinha, a limitação de parceiros sexuais e, no caso das mulheres, fazer anualmente o papanicolau (exame feito a partir da coleta e análise de material do colo uterino), são medidas também muito importantes.
Existe uma vacina, produzida pelo Laboratório Merck Sharp & Dohme, que previne, em mulheres, quatro subtipos do HPV. Ela é capaz de proteger essas pessoas do condiloma causado pelos subtipos 6, 11 e 16, e do câncer de colo de útero provocado pelos subtipos 16 e 18 do vírus.
O diagnóstico é feito através da análise das lesões e, em alguns casos, biópsia. Não existem medicamentos capazes de erradicar o vírus, mas, em alguns casos, o próprio organismo do paciente consegue expulsá-lo. Quando isso não ocorre, o tratamento geralmente é focado na remoção das verrugas, mas elas podem reincidir.
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

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